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TRATAMENTOS CLÍNICOS

Os tratamentos clínicos para a Disfunção Erétil evoluíram muito nos últimos anos e nos dão uma gama muito grande de opções para tratamento. Após uma avaliação do paciente, e havendo necessidade, lembrando que, sempre sob supervisão médica pode ser orientado em boa parte dos casos um tratamento clínico para a Disfunção Erétil.

MEDICAMENTOS VIA ORAL

Sildenafil
Sildenafil é um remédio via oral, que foi aprovado pelo FDA (Food and Drug Adminstration – AUA) em 1998 e que foi um grande avanço no tratamento da Disfunção Erétil.

É apresentado em dosagens que variam de 25, 50 e 100 mg. Somente o médico saberá indicar qual a mais adequada para cada caso.

Funcionará bem em pacientes jovens sem patologias graves, pois é um vasodilatador seletivo das artérias dos corpos cavernosos, agindo como inibidor seletivo nas PDE5, favorecendo assim, uma ereção dos corpos cavernosos. Em pacientes com patologias mais graves ou mais idosos sua utilização não será tão indicada, pois o Alprostadil será mais eficiente, ou mesmo o uso de próteses penianas infláveis ou maleáveis.

Para alguns pacientes a droga não oferece muitos efeitos colaterais, no entanto é contra-indicado para pessoas com problemas cardíacos ou que fazem uso de nitrato.. Os efeitos colaterais mais comuns são taquicardia, dor de cabeça, hipotensão, gastrite, diarréia, distúrbios visuais, e em pacientes cardíacos ou hipertensos que nitratos, o risco de problemas cardíacos é alto.

Toda pessoa que queira utilizar o Sildenafil deve procurar um especialista para uma análise clínica antes.  Esse medicamento é contra indicado em pacientes que façam uso concomitante com nitratos e na rara doença visual retinite pigmentosa.

Esse medicamento só deve ser utilizado com orientação e prescrição médica.  Nunca se automedique.

Mesilato de Fentolamina
A base desses medicamentos é a fentolamina. São administrados via oral. Devem ser tomados uma hora antes da relação sexual e são indicados para pequenos problemas arteriais, sempre com prescrição médica. Alguns pacientes podem ter pequenos efeitos colaterais tais como cefaléia ou rubor cutâneo. Embora apresente relativamente poucos efeitos colaterais, sua eficácia ainda é inferior ao sildenafil.

A fentolamina tem sido utilizado por via intracavernosa, combinada com papaverina e/ou prostaglandina desde 1985 (Sharlip 1998).

Esse medicamento só deve ser utilizado com orientação e prescrição médica.  Nunca se automedique.

Cloridrato de Vardenafil
Esse medicamento é indicado para o tratamento da Disfunção Erétil, e a fim de que seja eficaz, convém e é necessário um estimulo sexual (visual, táctil e/ou psicogênico).  A sua absorção é feita rapidamente, aproximadamente 15 minutos e continua agindo por pelo menos quatro ou cinco horas.   Com duas apresentações disponíveis (10 ou 20 mg), e SEMPRE SOB ORIENTAÇÃO MÉDICA pode-se ajustar a dose para atender às necessidades individuais de cada paciente.  Normalmente age rapidamente, na maioria dos pacientes, já na primeira dose, e apresenta eficácia mantida com o passar do tempo.

Como esse medicamento tem propriedades vasodilatadoras discretas, resultando em reduções leves e transitórias da pressão arterial, a administração concomitante de nitratos com Cloridrato de Vardenafil é contra-indicada. Cloridrato de Vardenafil não está aprovado para indivíduos com menos de 18 anos. As reações adversas comuns (>1%<10%) incluem dispepsia, náusea, vertigem e coriza.

Esse medicamento só deve ser utilizado com orientação e prescrição médica.  Nunca se automedique.

Taladafil
O efeito desse medicamento é bastante prolongado, chegando a 48 horas. Também apresenta alguns dos efeitos colaterais tais como dor de cabeça, rinite. Foi licenciado em doses de 10 e 20 mg.   O medicamento deve ser tomado algum tempo antes da hora prevista para a atividade sexual.
Obs. Pacientes que usam nitrato não podem fazer seu uso.

Esse medicamento só deve ser utilizado com orientação e prescrição médica.  Nunca se automedique.

Apomorfina 
A apomorfina é um medicamento conhecido como um antagonista dopaminérgico que auxilia os homens a atingir a ereção por estimular a região do cérebro, chamada de hipotálamo, desta forma ajudando a produção de sinais naturais que iniciam o processo de ereção no pênis. A estimulação sexual é necessária para que a apomorfina funcione, ou seja é indispensável uma estimulação sexual para que a ação ocorra.. Esse medicamento é diferente da morfina e não tem as mesmas propriedades.

O medicamento não é ingerido como o Sildenafil, mas sim colocado embaixo da língua até sua absorção. O seu efeito ocorre em aproximadamente 20 minutos e de forma muito semelhante àquela que leva o homem a ter uma ereção.  Uma outra diferença em relação ao Sildenafil é que pode ser utilizada em pacientes que tomam nitrato. 
Os efeitos colaterais mais comuns são : náuseas, vômito, tontura e cefaléia os quais variam conforme a dose adotada.

Esse medicamento só deve ser utilizado com orientação e prescrição médica.  Nunca se automedique.

Ioimbina
A Ioimbina foi por mais de um século tida como elemento afrodisíaco. Em um estudo com homens que apresentavam distúrbios de ereção de fundo psicogênico, a Ioimbina apresentou resposta positiva de 31% dos pacientes, contra 5% do placebo. Entretanto, em pacientes com distúrbios de ereção de origem física, a Ioimbina não apresentou resultados melhores que o placebo.  O seu uso foi bastante reduzido após o aparecimento de drogas orais mais efetivas.

Esse medicamento só deve ser utilizado com orientação e prescrição médica.  Nunca se automedique.

MEDICAMENTOS INJETÁVEIS

Prostaglandina e Alprostadil

Prostaglandina e AlprostadilA prostaglandina é uma substância existente no corpo humano e que é metabolizada nos pulmões, fígado. Essa substância permite a dilatação das artérias e conseqüentemente o enchimento dos corpos cavernosos, possibilitando o entumescimento do pênis.

A prostaglandina é antagonizada (ou seja, tem seu efeito diminuído) por outras drogas como a adrenalina e a noradrenalina. Esse é o motivo pelo qual o homem com stress acentuado às vezes não consegue uma boa relação sexual, simplesmente por ter uma liberação acentuada de adrenalina endógena e que limita a sua ereção.

Uma técnica popular de tratamento envolve a injeção de uma pequena quantidade de medicação diretamente dentro do tecido erétil do pênis. A ereção geralmente ocorre dentro de 10 minutos e dura de 30 a 90 minutos. A utilização de um aplicador próprio torna este processo fácil e indolor.

Preparação:

  • Injetar o líquido diluente no vidro
  • Diluir o pó homogeneamente
  • Absorver o líquido de volta na seringa

Antes da aplicação:

  • Eliminar as bolhas de ar: com a agulha apontada para cima bater na lateral para soltar as bolhas e apertar até esguichar um pouco do líquido para fora

Aplicação:

  • Limpar o local da injeção com álcool ou sabão
  • Inserir a agulha na lateral do pênis e aplicar o líquido

Esse medicamento só deve ser utilizado com orientação e prescrição médica.  Nunca se automedique.

TRATAMENTOS HORMONAIS

O uso de tratamento a base de hormônios deve ser feita com bastante cautela pois seu uso indevido pode causar uma série de complicações ao homem.  Maiores informações sobre a parte hormonal são discutidas no item Andropausa.

Uma deficiência do hormônio sexual masculino, a testosterona, pode acarretar distúrbios de ereção. Nessas situações, o tratamento de reposição hormonal apresenta bons resultados. Apenas aproximadamente de 3 a 4% da população masculina apresenta esse tipo de problema e pode se beneficiar com o tratamento. Efeitos colaterais de uma reposição hormonal podem ser sérios em pacientes com história de problemas cardíacos, de rins, fígado e, especialmente câncer de próstata. Sempre necessita avaliação e prescrição médica.

BOMBA A VÁCUO

Bomba a vácuoO tratamento utiliza uma bomba e um cilindro para criar vácuo ao redor do pênis para que ele se intumesça, pois facilita que o sangue volte para o mesmo. Quando o pênis atinge a ereção desejada é colocado um anel de constrição para a manutenção do estado ereto. O cilindro deve ser adaptado para fazer pressão apenas no corpo cavernoso e não na uretra.

A bomba a vácuo é muito utilizada em homens que tiveram que remover a prótese peniana por algum motivo. Apesar de ser uma técnica não invasiva e com baixa taxa de complicações, exige boa destreza manual por parte do paciente para sua utilização, bem como pode levar a contusões no pênis e interferir na ejaculação.
Algumas companheiras se queixam da ligeira queda de temperatura do membro, da necessidade de se utilizar gel na relação e da perda de espontaneidade com a utilização do dispositivo.

 

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