Risco dos Métodos para Aumento de Penis:

          A tentativa de aumento do pênis ou de engrossamento do pênis é uma área bastante conturbada devido ao alto nível de complicações que os métodos apresentam.

          Não há até o presente momento trabalhos que comprovem cientificamente o funcionamento ou benefício obtido com uso dos aparelhos de tração.  Também não foram devidamente estudados se, o alongamento prometido ocorrerá ou se será comprometido por um encurtamento cicatricial como conseqüência da tração sobre os corpos esponjosos cavernosos.  Há também o risco de uma deformação definitiva como Doença de Peyronie.

          O pênis não é um membro de musculatura estriada, funcionando apenas de forma passiva quando se enche de sangue por estímulo sexual, ou seja, não existem exercícios para desenvolvimento da “musculatura peniana”.  Quem participa da ereção é a musculatura perineal (entre bolsa escrotal e ânus) bombeando sangue para os corpos cavernosos e consequentemente enchendo a glande. 

          As cirurgias que muitas vezes são anunciadas para aumento peniano têm inúmeras e freqüentes complicações, e alteram apenas a aparência, causando uma falsa impressão de alongamento.  Para isso são utilizados lipoaspiração púbica, secção do ligamento suspensor do pênis ou retalho cutâneo V-Y.  As técnicas para “engrossamento” são feitas geralmente por lipoescultura que geralmente fracassam, pois o tecido gorduroso injetado é absorvido em grande parte em um ano.  Outra conseqüência desse tipo de procedimento é que pode causar assimétrica, nódulos ou curvaturas causadas pela cirurgia.  Em alguns casos pode-se observar cicatrizes retraveis e deformidades do pênis, além da escrotalização do pênis, alteração da angulação quando em ereção, surgimento de nódulos de gordura residuais irregulares, bem como possível alteração da sensibilidade.

          Somente em casos bastante específicos podemos dizer que há indicação da cirurgia para aumento do pênis:
          - Casos severos de epispádia e hipospadia
          - Seqüelas de Peyronie
          - Defeitos traumáticos
          - Neoplasia de pênis: Casos em que foi feita uma retirada de uma parte do pênis ou seja, amputação parcial do pênis
          - Retração peniana em pacientes lesados medulares
          - Micropênis – Pênis menores que 7 cm em ereção que impossibilitam a relação sexual

          As técnicas cirúrgicas para aumento do pênis ainda estão em desenvolvimento tendo até o momento eficácia duvidosa, visto que o grau de satisfação com o resultado é mais subjetivo ( o paciente acha que aumentou) do que objetivo (resultado da medida do pênis).  Os riscos associados que são infecções, impotência, perda de sensibilidade, secção de nervos penianos, encurtamento (quando há fibrose extensa) e perda de angulação, ainda não estão bem esclarecidos e, portanto esses procedimentos não devem ser utilizados rotineiramente conforme preconizado até o momento pela SBU – Sociedade Brasileira de Urologia. - (II Consenso Brasileiro de Disfunção Erétil – SBU)   

          Embora os métodos de alongamente e engrossamento sejam até agora muito sujeitos a complicações, é sempre imporrtante lembrar que poder haver causas físicas que dificultem o desenvolvimento do pênis e que alguns casos essas causas sim podem ser tratadadas portanto sempre é recomendado passar por uma avaliação médica evitando deixar de tratar algo que pode em alguns casos ter  tratamento ou tentar por conta própria utilizar medicamentos ou exercícios e aparelhos que podem vir a comprometer a saude do homem.

| voltar ao topo |